a arte dos ociosos

Norah Jones and Little Broken Hearts, manteiga-alho-cebola-fragrância, conexão com o fogo da vela. Inteira por instantes. Completude. Tenho todo o universo em mim. Roçar do felino, os sons da minha respiração. Presente.

Procuro o livro em que marquei algo. Distraio-me.

Trazia um duende na alma, um duende que queria dançar; e um espírito sonhador, que queria compor fábulas; e um permanente anseio de tecer a pequena vida diária com a grande e admirável vida, que ressoava nas canções e nos quadros, em belos livros e nas tempestades. Nas florestas e no mar.

Ela não podia estar satisfeita com que uma flor fosse apenas uma flor; um passeio, um passeio. Uma flor devia ser um elfo, um belo espírito em bela transmutação; um passeio, não apenas um pequeno e obrigatório exercício e recreio, mas uma viagem pressaga a terras incógnitas, uma visita ao vento e ao regato, uma conversa com os seres silenciosos. E quando havia ouvido um bom concerto, permanecia ainda por algum tempo num estranho mundo espiritual. (…)

El gran Hermann Hesse.

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