Saiu com a garganta travada

Por ânsia ou medo do diferente

Levou na bolsa aquilo que queria ser

 

Nas tardes longas, nada queria

Recordava-se

Com medo profundo de não se tornar

Mesmo quando tudo parecia estar acontecendo

não se fez presente. Algum dia já foi?

Já sentiu grande? Infinito?

Uma vez assim, sempre na esquina, à margem

Procurando berros, encontrando ecos

Caminhou…

O álcool ainda presente confundindo os sentidos,

se calor, frio, passava

Via-se no mundo

 

Deitaram-se

A pele grudava e os corpos se entendiam

Na dança que mistura intenções. Cheiros.

Jogou sobre ela não só o corpo, mas toda expectativa de uma mente tortuosa

De uma vaidade visível disfarçada em insegurança

 

Cigarros

Fumando dez ao mesmo tempo: histeria, descontrole, buscando calma

 

Outra vez os corpos

Há quem passe pelo amor de olhos atentos

Quisera eu que fossem pra guardar momentos

Mas eram dois faróis, quase pálidos

Que de tanto estar no mundo não mais levitam. Estão. Sinto inveja de tanta presença.

No fim das contas somos todos pobres almas perdidas buscando aceitação

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